Construção de submarinos no Brasil pode gerar
36mil empregos em 2012
A capacidade de produzir submarinos é fator estratégico, tanto à
garantia de soberania do país quanto para o crescimento econômico, acredita
Dilma Rousseff
A presidenta Dilma Rousseff disse na manha de ontem, segunda-feira (18),
durante o programa semanal de rádio, Café com a Presidenta, que a construção de
submarinos nacionais é uma questão estratégica e de garantia de soberania para o
país. Na última sexta-feira (15), Dilma participou da cerimônia que inaugurou a
fabricação brasileira de quatro submarinos, com tecnologia francesa.
O primeiro dessa leva deve ficar pronto em 2016. "O Brasil passa a fazer
parte do pequeno grupo de países que tem conhecimento e tecnologia para
construir submarinos. A capacidade de produzir submarinos é fator estratégico,
tanto para a defesa do país quanto para o crescimento econômico", destacou
Dilma.
Ainda segundo ela, o acordo, assinando com a França em 2008, previsto na
ordem de R$ 6,7 bilhões para investimentos, indica a transferência de tecnologia
para que a indústria nacional tenha condições de continuar construindo e
desenvolvendo submarinos no Brasil. O próximo passo será a fabricação de um
submarino movido a energia nuclear.
Dilma avalia que a construção de submarinos nacionais terá, também, um
papel econômico relevante. Isso porque é possível a criação de 9 mil empregos
diretos e 27 mil indiretos nas obras de construção do estaleiro e da base naval
para os equipamentos. "E na fase de construção dos submarinos, a previsão é que
sejam criados em torno de 2 mil empregos diretos e 8 mil empregos indiretos
permanentes. Cada submarino a ser fabricado no Brasil vai contar com mais de 36
mil itens, produzidos por 30 empresas brasileiras", acrescentou a presidenta.
A construção dos quatro primeiros submarinos será feita pela Itaguaí
Construções Navais, empresa criada em parceria entre a construtora Odebrecht e a
francesa Direction des Construtions Navales et Services (DCNS), com a
participação da Marinha do Brasil.
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Fonte: ES Hoje /Agência Brasil